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TC.F Informação

A Ilha Graciosa está aqui!

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04
Out11

A nossa opinião

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As Filarmónicas são colectividades de grande importância para a Graciosa, não só porque transmitem aos visitantes e aos locais, a cultura musical deste povo como também promovem actividades para a sociedade que as rodeia, senão reparemos, a Sociedade Filarmónica União Praiense promove todos os fins-de-semana bar aberto, com zona de lazer para todos aqueles que os visitam todas as semanas, para além da ideia de criar uma Marcha que representasse a Graciosa nas Festas Sanjoaninas 2011 na ilha Terceira, a Filarmónica Recreio dos Artistas aposta na realização de conjuntos musicais no seio da sua instituição é o caso da Orquestra Ligeira, Quarteto de Saxofones, Quarteto de Trompas de Harmonia para além da aposta na sua Banda, promove também actividades para a sociedade, o caso das Aulas de Sensibilização para crianças entre outras. Por sua vez a Filarmónica União Popular Luzense desenvolve também actividades todos os fins-de-semana na sua sede o caso dos Karaokes, aposta na realização de uma Orquestra bem como na remodelação da sua sede, finalmente a Filarmónica União e Progresso Guadalupense, os jantares de Matança para quem quiser participar e a aposta continuada nos seus executantes também é uma constante na vida desta instituição.

Com isto percebemos que as filarmónicas de facto são um pilar importante nesta sociedade que teima a não investir naquilo que é a identificação das gentes e da cultura na Graciosa. As filarmónicas, na Graciosa caminham todas para os seus centenários, à excepção da SFU Praiense que já ultrapassou essa meta. A longevidade destas filarmónicas são a prova viva que estão de pedra e cal nesta sociedade que pouco ou nada apoiam as filarmónicas locais.

A TC.F, uma vez mais, leva a cabo um diagnóstico das quatro filarmónicas existentes, não são críticas pelo simples criticar, mas sim criticas construtivas que possam levar a corrigir aquilo que nosso ponto de vista tem que ser melhorado. Muitas vezes quando pertencemos a uma direcção não conseguimos detectar algumas falhas que quando estamos de fora sem qualquer tipo de compromisso com o tempo dirigente, podemos facilmente detectar.

Foi, por nós, realizada uma tabela com quatro tópicos em que iremos avaliar as quatro filarmónicas, são eles:

  • Procissão;
  • Desfile;
  • Concerto; e
  • Partituras.

A cada um destes tópicos foram classificados de 1 a 10 o nível de aperfeiçoamento destas filarmónicas, sendo que 1 é MUITO INSUFICIENTE, e 10 EXCELENTE. Depois foi realizada a média de cada filarmónica que perfaz a classificação final.

Seguidamente falamos de cada filarmónica, por ordem de idades.

 

Sociedade Filarmónica União Praiense

 

 

Uma instituição para além de centenária, nunca interrompeu a sua actividade. Com mais ou menos dificuldades foi superando os diversos obstáculos da sua longa vida. Teve no comando de regência, em diversos anos, o Maestro mais conhecido da Graciosa, falo-vos de António Melo. Poderemos mesmo dizer que foram os anos de ouro da Filarmónica oriunda de São Mateus da Praia.

Após a sua saída, por motivos pessoais, houve, como é normal, uma quebra da qualidade sonora desta filarmónica que nos vinha sempre a surpreender com a sua originalidade, algo que hoje não acontece muito. A alma da Filarmónica da Praia ainda está muito presa ao estilo de António Melo, e que o seu actual maestro tenta desprender-se, e que muito justamente tem conseguido. Não é fácil receber uma “herança”, como aquela que foi deixada pelo seu antecessor.

A Sociedade Filarmónica União Praiense é uma instituição de referência, e sempre será seguramente. Este ano nota-se um decréscimo na sua qualidade, mas na nossa perspectiva tem um ponto de grande distinção das restantes filarmónicas é o caso do tópico de “DESFILE”. Apresenta-se muito coordenada, apesar de alguns passos não andarem correctos, mas isso é normal nas camadas mais jovens que ainda não estão habituadas, mas que com o tempo lá chegaram, o ponto mais fraco que assinalamos está no tópico “PARTITURAS”, na nossa opinião é altura de mudar desprenderem-se um pouco mais da “zona de conforto” do anterior maestro, têm os instrumentos, têm os executantes faltam as partituras.

 

Avaliação: 7,08 ≈ 7,1 (Em 10)

 

 

Filarmónica Recreio dos Artistas

 

 

 

A Filarmónica de Santa Cruz está prestes a celebrar os seus cem anos, feito que será atingido a 1 de Janeiro de 2013. Esta é uma instituição que tem primado sempre pela aposta de novos grupos e actividades na sua sede, o caso da Orquestra Ligeira, o Quarteto de Saxofones, o Quarteto de Trompas de Harmonia, Aulas de Sensibilização para crianças, Aulas de Viola, são muitos dos exemplos de actividades que esta colectividade tem no activo na sua sede. Ao longo destes 98 anos a Filarmónica Recreio dos Artistas teve que enfrentar diversas adversidades, desde uma grave crise financeira que a levou a encerrar temporariamente as suas portas e que depois na década de 90 conseguiu-se reerguer, nunca tendo parado até ao momento.

Por esta filarmónica passaram diversos maestros, cada um imprimindo a sua característica, pois todos nós somos diferentes e temos perspectivas diferentes, costuma-se dizer “se todos gostássemos da mesma cor o que seriam das outras?”. A vida é feita de altos e baixos e o mesmo acontece em TODAS as instituições, porque afinal de contas, estas são dirigidas por PESSOAS.

Esta filarmónica tem como regência uma filha da terra, onde também foi criada nesta filarmónica, daí conhecer melhor as necessidades reais desta instituição, Vânia Bettencourt, Mestrada na área da música e do seu ensinamento, está há mais de 6 anos nesta filarmónica, todos concordarão que esta filarmónica mudou para melhor devido a esta entrada. Esta filarmónica tem tido um ascendente positivo à excepção do ano passado que consideramos que estava a estagnar, mas o arriscar permitiu, bem ou mal, que a filarmónica pudesse hoje estar em ascendência novamente.

Notamos que esta filarmónica tem que melhorar no tópico “DESFILE”, ao contrário da anterior filarmónica, as fileiras precisam de estar mais organizadas, ou como se diz sem preconceitos, “têm que estar mais direitas”, porque assim não demonstram a sua qualidade sonora, também dever-se-á ter em atenção que é uma filarmónica com muitos executantes novos e daí também não estarem preparados, mas então cabe aos mais velhos estarem organizados e transmitirem esses ensinamentos aos mais novinhos. Por outro lado a forma como actua nas procissões é exemplar, é aliás neste ponto que consegue aproximar-se da classificação máxima, o não descuidar desta situação só irá beneficiar a mesma.

 

Avaliação: 7,1 (Em 10)

 

 

Filarmónica União Popular Luzense

 

 

 

A Filarmónica conhecida como, “A Filarmónica do Sul” recebeu neste último ano um novo maestro, sem ter licenciatura na área, conseguiu melhorar esta filarmónica, a filarmónica antes de João Leite era uma coisa, depois é completamente diferente, aliás melhorou com a aposta em novas partituras, o que lhe permitiu uma ligeiríssima subida no nosso “rating”. Esta filarmónica é sem dúvida a que menos executantes possui, com uma média de 20 músicos em todas as tocatas é claro que significa uma diminuição da sua qualidade que tanto ambiciona, mas está muito longe de estar a um nível superior de outras filarmónicas, fazer-se ouvir não significa tocar bem, aliás a Filarmónica União Popular Luzense terá que corrigir esse aspecto quando aparecem dois f’s não significa FORTE E FEIO, significa tocar um pouco mais forte do que a restante melodia.

A Filarmónica União Popular Luzense, tem que melhorar em diversos aspectos que contaram para a avaliação que fizemos, os músicos têm que comparecer mais aos ensaios se de facto querem ser uma das melhores senão melhor, como sempre se propõem, têm que apostar nos seus executantes e não tentar fazer recrutamento nas restantes filarmónicas, pois o que interessa saber é se a freguesia da Luz consegue ou não, ter uma filarmónica 100% da sua freguesia ou de membros oriundos da sua freguesia.

Entendemos que cair em aventuras como é o caso de criar uma Orquestra para a qual não têm executantes para tal, é cair no facilitismo. Não devem querer comparar-se, constantemente às restantes filarmónica, porque uma Orquestra deverá ser constituída por não menos do que 14 elementos, pois se em média esta filarmónica tem 20 elementos no conjunto das tocatas, significará que esta Orquestra é toda a Filarmónica União Popular Luzense, só que com outra farda e a tocar outro tipo de música, é necessário ter em atenção a isso, só devemos realizar aquilo que podemos realizar.

Verificamos que no tópico de “CONCERTOS”, esta filarmónica tem que melhorar, por aquilo que referimos anterior, os dois f’s não significam “FORTE E FEIO”, tocar com suavidade é sempre o ideal, o facto de não existir um reportório diversificado também é pesaroso, reportório que outras filarmónicas já tocaram, no nosso entender vale o 5. Por outro lado achamos que os 7,5 no desfile significam que é uma filarmónica muito bem organizada e “certinha”.

 

Avaliação: 6,6 ≈ 7 (Em 10)

 

 

Filarmónica União e Progresso Guadalupense

 

 

A Filarmónica União e Progresso Guadalupe é a mais nova filarmónica da Graciosa, tem na sua regência um senhor de respeito, pois estar há mais 12 anos nos comandos de uma filarmónica é sempre de se louvar ou não seja um filho da terra também. A idade não perdoa, e as pessoas não duram para sempre, é a lei da vida. Um maestro por si não é que faz uma filarmónica mas sim um conjunto de pessoas, quantos mais existirem melhor serão, mais diversificação de instrumental existirá. Tem se notado uma redução no número de executantes, aliás prática que existe em mais filarmónicas, não pelo facto de se achar que têm elementos a mais, mas sim pelos que lá estavam estarem a estudar ou terem uma vida mais atarefada o que lhes impossibilita continuar na vida musical, mas antes poucos e bons do que muitos e maus, por isso o investir naquilo que se tem é fundamental, e temos reparado nisso nesta filarmónica. Com uma sede ainda por entrar em obras, esta filarmónica atrasa-se um pouco mais no futuro, pois é importante que uma instituição prima sempre pela independência, e não estar a “reboque” de outras instituições, só assim se consegue evoluir e melhorar.

Não há muito a dizer acerca desta filarmónica, aliás como as restantes, a vontade existe, o trabalho e o empenho também existem, entendemos que uma aposta em alguns executantes de hoje, pode garantir o amanhã, pois sem isso a liderança morre solteira e todos ficarão com medo de assumir algo para o qual já poderiam estar preparados.

Este ano, esta filarmónica, desceu ligeiramente no nosso “rating”, sobretudo pelo facto de que a música com níveis de dificuldade de execução elevado são prejudiciais para a sonoridade e suavidade dos concertos, pois quanto mais complexa for a música, mais será difícil de a executar e a sua preparação poderá não ser a ideal. Na nossa opinião, o tópico “CONCERTOS” é o ponto fraco do momento, exactamente pelo que anteriormente referimos neste parágrafo, musicas simples, ou seja com um nível de dificuldade médio baixo significa um aumento enorme na qualidade de um concerto, por outro lado achamos que o tópico “DESFILE” é o ponto forte desta filarmónica, fileiras alinhadas, tudo muito bem organizado faz com que mantenha esta classificação perto do topo.

 

Avaliação: 6,55 ≈ 7(Em 10)