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TC.F Informação

A Ilha Graciosa está aqui!

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25
Jun10

A opinião: O turismo na Graciosa!!!

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A Graciosa tem um grande potencial turístico, mas para que seja em fluxo significativo devem-se sustentar em duas grandes áreas, nomeadamente os transportes e a divulgação da ilha. Comecemos por falar dos transportes.

 

Transportes

 

Somente existe duas formas de se puder chegar à Graciosa, por via aérea ou marítima, sendo que a primeira está operacional todos os dias enquanto a segunda opção está operacional nos principais meses que antecedem o verão (Maio e meios de Junho), e meses de verão, propriamente ditos (Junho, Julho, Agosto e Setembro).

A Graciosa até que não está muito mal servida a nível de transportes, mas os preços é que são mais “gritantes”. Os preços que a companhia aérea açoriana pratica entre ilhas, é no mínimo indigno para terras que têm o mar como limite, imperativo das suas características, o que nos leva a crer que a mesma companhia faz de propósito para que possa lucrar um pouco mais à custa dos açorianos, porque só assim se compreende as viagens “low-cost” que, a mesma pratica de e para o arquipélago da Madeira, mas para agravar mais a situação esta companhia aérea é, supostamente, uma empresa regional Açoriana.

É de louvar o investimento feito na aquisição de novos aparelhos, para substituir os antigos ATP’s, e como se referiu na altura os preços inter-ilhas iriam sofrer um corte, o que de facto foi verdade, mas como o provérbio diz, “quando a esmola é grande, o pobre desconfia”, e foi bom desconfiar-se pois os preços mantiveram-se em tarifas reduzidas por pouco mais de um mês, a culpa de quem foi? Dos preços do combustível.

Os preços que, actualmente, se praticam de e para a Graciosa são demasiadamente elevados, o que em tempos de crise leva a que existam cada vez mais pessoas a cortar naquilo que dará mais despesa. A politica de transportes aéreos tem que ser mudada a favor das ilhas que menos população tem ou que menos fluxos de turismo consegue absorver, daí existirem as denominadas “ilhas de coesão”, que contêm, supostamente, regimes especiais de tarifas e não só.

O transporte aéreo, é sempre o mais apetecível para utilizar, porque é mais rápido e mais confortante, mas deixa de ser o mais barato. Deve ser a administração da SATA, a rever as suas políticas, perceber que nem todos os açorianos têm posses para viajar, e nos dias que correm não nos podemos dar muito a esse luxo, é a SATA que deve, na prática, “unir os Açorianos” e não fazer slogan disso, se depois não o faz. Só assim a Graciosa poderá melhorar, muito significativamente o seu turismo, só assim poderá existir dinamismo na economia e na sociedade graciosense.

Os transportes marítimos, têm vindo a ser melhorados de ano para ano, essa é uma verdade a que se pode assistir, felizmente que não temos o “Ilha Azul”, pintado de vermelho, seria de facto um mau presságio, mas esta é a realidade, a Atlânticoline tem feito um esforço para que os horários de barco de e para a Graciosa possam agradar a todos, obviamente que o ideal seria barco todos os dias, a horas mais viradas para o amanhecer ou anoitecer, mas não exageremos, pode-se sempre melhorar, como por exemplo fretar mais do que dois barcos, assim os horários seriam, sem margens de dúvida, mais agradáveis a todos os seus utilizadores. O único reparo que se deve fazer da operação deste ano é o facto do preço de bilhete do cartão “Inter-Jovem” ter aumentado, ao longo dos anos o preço tem sido de 1€ por cada viagem e, este ano, aumentou em 500%, ou seja para 5€ por viagem única, provavelmente existirá um ligeiro decréscimo de utilizadores, mas não deixará de ser mais compensatório do que adquirir um bilhete normal.

As condições de transporte estão minimamente garantidas, somente os preços dos bilhetes aéreos é que estragam a “festa”, só isso poderá fazer, um turista, pensar duas vezes, ou mais, antes de tomar a decisão de conhecer a Graciosa.

 

Promoção turística

 

O outro ponto que referi logo no inicio é a promoção da ilha, só agora é que se começa a levar o nome da Graciosa, cada vez mais longe e com mais promoção, exemplo disso é a candidatura da nossa furna, que a nossa câmara levou a cabo, acho que muitos graciosenses ficaram espantados com esta, louvável, atitude do nosso actual presidente, e ainda bem que tomou a iniciativa de o fazer, pois conseguimos chegar ao ponto mais alto das nomeações para as 7 maravilhas naturais de Portugal, estamos entre as 21 finalistas, apesar de sabermos que a concorrência é feroz, mas só por termos chegado aqui é um grande marco, e que fará com que nossa ilha acolha um programa televisivo, durante todo o dia, um programa estival que é visto por mais de 52 milhões de pessoas (dados verídicos), através da RTP 1, RTP - África e RTP – Internacional, há que aproveitar todos estes pequenos momentos, que marcam garantidamente a diferença e a divulgação da nossa terra.

São mais iniciativas de promoção, como estas que se deve levar a cabo, pois a nossa terra está repleta de encantos e mistérios que, muitos graciosenses também desconhecem, mesmo sendo uma terra pequena existem coisas valiosas que nem damos por elas.

Outro aspecto muito positivo de promoção é o Festival Ilha Branca (anteriormente, Festival Ilha Graciosa), o facto de se terem arranjado diversos, e importantes patrocinadores, fazem com que seja já, um projecto ganho a nível de promoção e divulgação, marcas como PT, TMN, MEO, COCA-COLA, SAGRES, etc. … São marcas que não brincam em serviço no que toca a investimentos e a promoção, isto se o patrocínio for do exterior da Graciosa.

 

Investimento

 

Que mais se poderá fazer, então? É preciso investir, os empresários de fora têm que arriscar e fazer desta ilha um ponto turístico único, quantas terras por esse mundo fora que, antes de serem famosas eram umas tristes, simplesmente mudaram porque toda a sua sociedade dessas terras uniu-se para um bem comum e, claro, existiram empresários, externos a essas localidades, que quiseram fazer delas autênticos paraísos turísticos. Nós temos condições para sermos mais e melhores, temos gentes simpáticas, paisagens indescritíveis, temos a logística, só nos falta o arriscar de quem quer fazer algo único em Portugal, porque não fazer um estaleiro naval dos Açores na Graciosa, porque não abrir restaurantes de fast-food, do tipo MCDonald’s, porque não abrir lojas que não sejam de roupas, porque não utilizar o Posto de Turismo (ART) para definição de caminhos pedrestes, porque não investir em algo sério e grande na Graciosa, é necessário dinamizar esta terra, através de parcerias com outras câmaras, fazer um festival maior e ainda com mais impacto, promover o nome da Graciosa, para além dos limites desta porção de terra, é dinheiro que se vai gastar, mas é dinheiro que irá rentabilizar se for investido naquilo que é certo, temos que aproveitar todos os tipos de fundos que existem, simplesmente há que investir na Graciosa!

 

Tiago Correia